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Visita aos Jerónimos

domingo, 20 de maio de 2007

É impressionante as visitas diárias ao Mosteiro dos Jerónimos, considerada a jóia por excelência da arte manuelina, gótico português que cristalizou a mística dos descobrimentos.
Foi no reinado de D. Manuel I, que antes era governador da Ordem de Cristo que foi incentivado as obras artísticas que pudessem expressar a realização do mito da pedra.
Promovida pela editora Zéfiro, esta peregrinação não se deve configurar exclusivamente como uma visita turística, como aliás, se diz no livro "Os Caminhos Esotéricos de Portugal" do historiador José Medeiros que dirigiu esta visita, mas sim captar, interpretar as vibrações de um local.


Mosteiro de Santa Maria de Belém doado aos monges Jerónimos, por vontade de D.Manuel I, cujo reinado, na primeira metade do século XVI, se atinge a India "por mares nunca dantes navegados" Os Lusíadas.

Túmulo de Luís de Camões

Diz-se que os Jerónimos são os Lusíadas em pedra dos descobrimentos ou que os "Lusíadas são os Jerónimos em verso.

Janela do Claustro (que tem o significado de o oculto, o fechado)

(...) Existe hoje uma grande conspiração internacional que não olha a meios para que os humanos deixem de procurar um sentido para a vida e o contacto com a realidade metafísica. (...) Desenraizar é a palavra de ordem. Um povo que perde a memória da sua história é manipulado com mais facilidade. Paulo Alexandre Loução "Dos Templários à Nova Demanda do Graal".

11 comentários:

Ahlka disse...

O D. António Ribeiro e esse local ficaram no meu coração, porque presenciaram o maior alívio da minha vida, não precisar mais de estudar por obrigação.
Nesse ano a benção das pastas foi feita pela 1ª vez em Lisboa e correspondeu ao meu fim de curso.

Tratei de apagar os pormenores da minha memória, só guardo a sensação de 'amar o mundo, paz infinita' ligada a esse local.

:)

Carlos II disse...

O tempo que perdeste! Ainda por cima a contra-gosto.Se calhar é por isso que és tão positivista. As universidades deviam de fechar. Bem fiz eu que não tirei nenhum curso superior. E continuo, entretanto, a estudar. Mas estudar aquilo que gosto.

adrianna disse...

Eu moro em Lisboa há 40 anos e nunca entrei nos Jerónimos!!! Até eu acho imperdoável.
Carlos, as universidades deviam fechar? E então?

adrianna disse...

Fico completamente rendida qdo observo estas obras, como por exemplo o convento da mafra.
Na verdade, antes tinha-se uma mentalidade bem diferente. O facto de se saber que uma obra levaria séculos a construir, não era impedia que se projectasse com grandiosidade e deitasse mãos à obra.
Há no entanto um pormenor que me intriga (calhar já li ou ouvi uma explicação lógica e entretanto esqueci) se os nossos antepassados eram de estatura mais pequena, por que eram as construções duma altura descomunal? (é algo que sempre me pergunto ... pergunta estúpida eheheh)

Carlos II disse...

"as universidades deviam fechar"
Sim. O que elas nos ensinam? Teorias e conceitos. Não são facilmente rebatidas? Estou a brincar.
A frase não é minha, mas eu compreendi perfeitamente o que ela quer dizer.
O prof. Agostinho da Silva, dizia que, a universidade da vida é que teria de ser considerada.

Carlos II disse...

Sabes, a mentalidade deles era diferente. As igrejas, as catedrais, os monumentos eram projectados para sempre. Havia muito de misticismo na ideia. Hoje não, é para durar conforme a ideia de momento. Não vivemos uma época em que predomina o efémero!?.

Obrigado pela visita.

Pascoalita disse...

Claro, Carlos!

A forma como se está no mundo e aquilo em que se acredita, deve fazer toda a diferença. Sabem o que me ocorre sempre que vejo uma dessa grnadiosas obras? Que eles sim, eram GRANDES! pensavam grande, sem egoismo. Nós é que somos os limitados. Desconfio que nem se davam conta de que tinham humbigo eheheheh
Bem ... excluindo alguns "monstros" de que reza a história :)

adrianna disse...

Creio que tb o facto de então se acreditar mais na vida para além da terrena, os incentivava a magestosas construções. Teriam todo o tempo para usufruiriam delas depois, não?

adrianna disse...

Ah! ocorreu-me que aquele enorme "pé direito" que todos os edifícios antigos têm (vários metros de altura) devia ser para permitir o tráfego dos imortais. (pronto, já não digo mais disparates ... sorry)

Ahlka disse...

Vocês são realmente uns líricos...
Tenho um explicação bem mais pragmática : O preço do m2 era simbólico, já que o da mão de obra também o era!
Carlos, esta é para não me apelidares de positivista! :P

;)

Carlos II disse...

Ahlka,
Pois é, os preços dos terrenos e a mão-de-obra naquela altura eram irrisórios, comparados com os de hoje. Só que, os homens afastaram-se dum determinado sentido da vida, para dar lugar à construção das catedrais do consumo e outras capelas de diversão como os estádios de futebol.