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Clarividência

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O que faz as pessoas se interessarem pela leitura? Ainda me lembro do primeiro livro de grande fôlego que li pela primeira vez. Ofereceu-me minha mãe aos 18 anos, "O Conde de Monte Cristo" de Alexandre Dumas. A partir daí foi uma longa caminhada de puro prazer. Desejava, respostas para algumas dúvidas existenciais? Não sei. Ajudaram-me, isso eu sei, a melhor equacionar os mistérios do ser humano. Acreditar que podia ajudar a transformar o mundo. Descobrir como somos pequenos perante a grande harmonia do universo infinito. Sentir a total disponibilidade para a transcendência de conceitos apreendidos e de ficções dualistas, que nos tornam prisioneiros de nós próprios. Enfim, ajudou-me a crescer por dentro.

«Portanto, para que surja um mundo diferente do actual, basta que eu mude» Prof. Agostinho da Silva.

Perguntas

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Passei o dia de uma forma muito reflectiva. Perguntei a mim mesmo, sobre as verdadeiras intenções da natureza. Sobre as várias formas de amar. Sobre a vida e a morte. É preciso perguntas e mais perguntas, não vá a espécie humana acabar.

Ler e Pensar

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

É de manhã com a luz nítida de Inverno a entrar no meu escritório, que vou dar uma vista de olhos pela leitura. De noite não consigo ler. À noite apenas repouso nas palavras.

O mais grave no nosso tempo não é não termos respostas para o que perguntamos - é não termos já mesmo perguntas. (Vergílio Ferreira)

Melómano

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sou um melómano compulsivo. Desde os 18 anos que colecciono discos. Tenho algumas preciosidades. Apesar de certas vantagens dos Compact Disc (Cd´s), continuo a gostar do antigo vinil. Isto apesar dos ruídos que aqueles faziam, quando, sobretudo, a agulha não era limpa convenientemente. O som dos Cd´s é por natureza frio e metálico, embora mais forte e durável. Depois...depois o vinil possuía uma embalagem de cartão forte, que eram autênticas obras de arte. Vejamos alguns exemplos.



Realidade versus Ficção

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Logo pela manhã seguiu atentamente os jornais. Reparou que as notícias daquele dia eram precisamente iguais do ano anterior. Só com uma ligeira diferença. A secção da necrologia era diferente. Então, acreditou que fosse os jornais a criar a realidade.

Amar

domingo, 13 de janeiro de 2008

O tempo era de uma invernia insuportável. Fizemos de Sines o nosso porto de abrigo, por sugestão minha. Ela ao jantar fazia uns olhinhos de carneiro mal morto. Aquilo é típico de uma mulher apaixonada. No final do jantar, ela passeou suas mãos de uma forma helicoidal nas minhas partes mais erógenas. Suportei a custo o calor que subia dentro de mim. Por momentos acreditei no amor. Mas ela era a minha Dulcinea. A mulher que não existia. Acho que o homem só ama a mulher que não existe.

Call Girl

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

No final do filme interroguei-me se havia em Portugal, uma puta daquelas tão sofisticada e inteligente. Bom, autarcas que se deixam cair no tráfego de influências, isso não pertence à ficção. É mesmo uma história bem real.