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Leituras

domingo, 18 de março de 2007



(...) "Os que lutam por mudar o mundo vêem-se a si próprios como figuras nobres ou, mais do que isso, trágicas. Contudo, muitos dos que dedicam esforços para melhorar o mundo não são revoltados contra a ordem das coisas. Procuram consolação para uma verdade que são demasiado fracos para suportar. No fundo, a sua fé de que o mundo poderá ser transformado pela vontade humana representa uma negação da sua própria mortalidade." 3. Em Louvor do Politeísmo (...) "Os politeístas podem ser ciosos dos seus deuses, mas não são missionários. Sem o monoteísmo, a humanidade teria continuado a ser uma das mais violentas espécies animais, mas as guerras religiosas não teriam ocorrido. Se o mundo tivesse continuado a ser politeísta, não teria produzido o comunismo nem o "capitalismo democrático global".
É agradável sonharmos com um mundo sem fés militantes, sejam elas religiosas ou políticas. Agradável, mas vão. O politeísmo é um modo de pensamento demasiado delicado para os espíritos modernos." Do livro Sobre Humanos e Outros Animais, de John Gray.
»"Um análise perspicaz sobre a natureza humana e o seu quase ilimitado dom de se auto-iludir." J.G.Ballard

Céu Azul

domingo, 25 de fevereiro de 2007



Desenho do autor deste blogue

Chegar à janela e olhar o céu. Ver só o que cabe no rectângulo dela, limitado e instantâneo. E ficar perturbado por essa rápida aparição da beleza que se não sabe dizer. Há um azul intenso e profundo e a um dos lados o amontoado de uma nuvem branca, iluminada pelo sol. Como transmitir esta revelação? Quantas formas de a dizer e todas serem uma ficção do que lá está. Há uma outra coisa dessa coisa e tudo são formas fictícias de a dizer. É um céu azul e uma nuvem branca a um canto da janela. Mas o que isso foi no seu aparecer, para sempre se perdeu. Vergilio Ferreira.

Reflexão

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007




A história de Portugal, inteligente, documentada, válida e duradoura, diz que a Nação nasceu por: se fixar por; se defendeu com pinheiros e castelos sempre por; navegou por; entristeceu e se alegrou por: finalmente acabou por.
A história de Portugal pela qual vou, História sentimental e fantasiosa, meio inventada talvez em muito ponto, garante-me logo de começo que a Nação para: se definia para; casou para; navegou para; desanimou para e reagiu para e acabará para. Eu me explico tanto quanto posso. Nasceu para ocupar a melhor das costas, dando naturalmente para o mar, mas sobretudo para o Oceano, que permite ir a todo o lado, para aprender a bolinar, para completar o Império Romano que soberanos e legiões tinham deixado só como esboço, com uns lambiscos de Europa e nos desembarcadouros de África e umas vagas ideias de Ásia: para universalizar Direito tirado pelos romanos da Filosofia Grega, como engenharia baseada no Euclides: lógica de guerrear da de pensar; para, depois de ouvir a Isabelinha de Aragão, projectar para o mundo inteiro o entender e adorar o Divino, de ser a criança o maior dos milagres, de não se ter de ganhar a vida, o que a amesquinha, e de não haver prisões, nem as de grades, nem sobretudo, porquanto piores, as que são de dúvidas. Têm razão os sábios, que tanto respeito, que Portugal sempre foi, sempre é e sempre será para. Obrigando-nos a todos nós, o que sabemos para, servindo-nos para tal do que somos por. Vocês não acham?
Agostinho da Silva

Trabalhos Desactivados

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007


ALENTEJO

I - Minas de S. Domingos



II - Minas de S. Domingos



III - Minas de S. Domingos


(...) "Terra da nossa promissão, da exígua promissão de sete sementes, o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto. (...) O Alentejo, visitado por alguém que leve consigo a capacidade emotiva e compreensiva de um verdadeiro curioso, é um Sésamo que se abre. As suas fainas, os seus costumes, as mutações impressionantes do seu rosto quando tem frio ou quando tem calor, os seus trajes e a sua própria fala - são outros tantos motivos de meditação e admiração." Miguel Torga.

Os Grandes Portugueses

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007


Tenho acompanhado com curiosidade o programa da rtp "Os Grandes Portugueses" e descontando o processo de escolha daqueles que mais se destacaram na história de Portugal, para o melhor e pior, o programa possui de certo modo alguma importância, servindo perfeitamente os objectivos da rtp do tão falado serviço público.
Se eu tivesse disposto a participar na votação, o que não o vou fazer, estaria a pensar em dois nomes dos mais importantes da nossa história, D. Afonso Henriques e D.Dinis. Como tinha que escolher só uma personalidade, escolheria o rei D.Dinis.

D.Dinis
D. Dinis foi o nosso rei que melhor entendeu o espírito dos templários. Assegurando a ponte entre o visível e o invisível, entre o mundo material e o mundo espiritual, D.Dinis preparou a gesta gloriosa dos Descobrimentos. Foi quem criou a Ordem de Cristo, desobedecendo ao Papa Clemente V e às perseguições dos cavaleiros templários ordenada por Filipe, o Belo, substituindo a extinta Ordem do Templo. Com esta decisão deixou um precioso legado de riqueza a Portugal, mais sobretudo a riqueza maior dos seus conhecimentos e experiência.
De D.Dinis, um rei culto, trovador, já muito se escreveu, é tema inesgotável da história de Portugal.

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marujo obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
Fernando Pessoa

Lugares Mágicos

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Convento de Cristo

TOMAR
Considera-se um lugar mágico, algo físico que não é facilmente perceptível. Lug era uma divindade celta que tinha como atributo ver na obscuridade.
Tomar é justamente com Sagres um dos dois lugares míticos e representa para a actualidade uma chave priveligiada para o estudo e compreensão do espirito que esteve na génese da fundação de Portugal e da epopeia dos Descobrimentos portugueses. "(...) Se eu conseguir imaginar um castelo templário, assim era Tomar. Sobe-se por uma estrada fortificada que bordeja os bastiões exteriores, de seteiras em forma de cruz, respira-se uma atmosfera cruzada desde o primeiro instante. Os cavaleiros de Cristo tinham prosperado durante séculos naquele lugar: a tradição pretende que tanto o infante D. Henrique como Cristóvão Colombo eram dos deles, e com efeito haviam-se dedicado á conquista dos mares fazendo a riqueza de Portugal." Referência de Humberto Eco na sua obra "O Pêndulo de Foucault.
A igreja de Santa Maria do Olival (igreja templária), o castelo e a charola, são importantes pontos de referência para se poder sentir a espiritualidade templária.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007


De raízes profundas a catedral cresceu.
Árvore sagrada plena de luz.
Onde as energias se cruzam,
é colocada a pedra angular
A Obra está completa.

Victor Ferreira