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Call Girl

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

No final do filme interroguei-me se havia em Portugal, uma puta daquelas tão sofisticada e inteligente. Bom, autarcas que se deixam cair no tráfego de influências, isso não pertence à ficção. É mesmo uma história bem real.

Sabedoria

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Era um estudioso. Um homem extremamente meticuloso. Absorvia toda a informação que conseguia em todos os estudos que realizava. Tinha opiniões bem fundamentadas. Morreu acidentalmente. Levou toda a sua sabedoria para o lugar onde menos precisava.

Está Previsto!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Tive agora conhecimento, que na mesma linha das medidas anti-tabaco recentemente implementadas pelo governo, o senhor Gordon Brown, 1º.ministro de Inglaterra, sugeriu em carta a funcionários do sistema nacional de saúde, a recusa de tratamento médico a fumadores, gordos ou sedentários. Mais tarde e se calhar amanhã, se o engº. Sócrates se lembrar seguindo mais um preceito inquisitorial de Bruxelas, resolver aqui fazer o mesmo, não fico nada espantado.

Atenção, sei que o tabaco faz mal. Respeito as pessoas que se sentem incomodadas com o fumo, mas estas campanhas demagógicas já me está a chatear.

O que devia incomodar estes senhores e em geral os portugueses não fumadores, e que aplaudem estas medidas, era a vergonhosa justiça que por aí passa. Esquecem-se, que um Estado de direito onde o direito não é exercido, não passa de uma caricatura de democracia. Isso é que me assusta.

Luiz Pacheco

domingo, 6 de janeiro de 2008

Escritor polémico, virtuoso, boémio coerente, um homem corajoso que nunca se vergou às modas e ao pensamento oficial. Nunca o seduziu os caminhos mais fáceis da vida. Um grande heterodoxo, escritor desse belo conto "Comunidade". Fez a vida que muitos gostariam de fazer, mas que não temos a coragem de a realizar. Morreu Luiz Pacheco. Morreu um homem livre.

Tudo está bem!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Dormiu como uma pedra. O quarto em desalinho da noite anterior. As roupas atiradas por cima da cama. A garrafa de champanhe aberta junto a um livro e ao cinzeiro mais afastado. Sentiu-se cansado, mas aliviado de não ter que dar explicações ao mundo. Das palavras que ouviu na véspera do Ano Novo e dos sms recebidos, já esqueceu. A vida continua.

O Mundo

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Saiu de casa, abriu a pequena caixa do correio. Verificou que não tinha qualquer notícia do mundo. Ruas desertas naquela manhã fria. Alguns cafés abertos e pouco movimentados. Entrou para beber um café quente. De uma forma mecânica, colocou a mão no bolso do casaco, tirou um cigarro do maço, pelo que foi imediatamente limitado na sua vontade de satisfazer o prazer. Sentiu-se só. Sentiu que a sua liberdade estava a ser ameaçada.

Voilà!

Vieste enfim! Solo português, com suas pequenas coisas, à medida do seu tamanho. Na vadiagem dos anteriores tempos, assim no modo como se perde, por breves instantes, a tua própria identidade, agora recuperada. Que sejam os dias todos.