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Um modo de ver o amor

sábado, 8 de setembro de 2007

Verdadeiramente não me interessa o amor romântico, no sentido do termo - amar uma mulher e tudo o que lhe é subjacente. Para mim, interessa-me uma nova definição de amor. A procura de Deus é a procura de nós próprios, do nosso verdadeiro "eu", bem como do verdadeiro "eu" dos outros com que nos relacionamos. No conceito de Amor encontra-se tudo o que Deus é - Verdade, Beleza e Bem.
Não tenho qualquer religião e não sigo qualquer preceito relativamente a qualquer igreja organizada. Nem é preciso. Uma disciplina tem de ser libertadora e só o é quando livremente escolhida e aceite.
É no mistério da vida onde se pode encontrar mais facilmente o conceito de Deus e do amor. Daí que tenha alguma dificuldade para falar unicamente num dos paradigmas do amor romântico, pelo menos como ele é entendido no ocidente.

Tudo em proveito de um só não seria justo e mesmo que fosse possível não chegaria para me fazer feliz. É justo colocar as capacidades e o melhor de si ao serviço de todos. É uma fonte de grande alegria. Dalai Lama

O Regresso de Férias

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Segundo um estudo efectuado em Espanha as pessoas sofrem de stress traumático após as férias. No regresso ao trabalho os primeiros dias são difíceis de passar. Há quem não durma na noite de véspera. Posso constatar que, no meu caso, isso se passava realmente. Por essas e por outras razões, resolvi apenas viver dos meus rendimentos. Estou muito feliz por isso. A vida é para ser contemplada. A natureza acalma-nos.


Desconcerto...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

... Ou como a Ahlka ficou sem o piano com uma pequena ajuda de Charlie.

Vida moderna

domingo, 26 de agosto de 2007

Hoje o verdadeiro problema feminino é aprender a fazer um autêntico malabarismo com o trabalho, o amor, o lar e os filhos. Betty Friedan

Quem é Betty Friedan? Fundadora do National Organization for Woman. O seu livro "The Feminine Mystique foi o catalizador nos USA do movimento feminista tendo gerado grande polémica no final dos anos 50. Ideias centrais do livro: As muheres são vítimas de um sistema perverso de valores falsos, que as levam a acreditar que podem se realizar e encontrar a sua identidade através do marido e dos filhos. Sendo uma mentira que a vida perfeita das donas de casa americanas, modelo dos anos 50, seja o paradigma do modelo fundamental de realização da mulher.

É claro que Betty Friedan ao descrever os malabarismos com que iniciei este post, estava já nos nossos dias. Porque são estas as queixas habituais das mulheres nos dias de hoje. Também tenho cá em casa uma senhora que possui os mesmos sintomas. Todos conhecem o assunto. Mas, então o que aconteceu? O que eu acho é que afinal os esforços das feministas, isto apesar de conquistas evidentes da mulher na sociedade, não serviram os objectivos que inicialmente se previa. E, se calhar, agora o problema é mais gravoso. Onde está o mal? O assunto é complexo. Julgo que a culpa não é delas (poderá ser das suas ambições mal calculadas) nem dos homens, (esses já estão fartos de servirem de bodes expiatórios). É a vida! Não. E que tal pensar que a culpa é do sistema. Assim como a seguir à Revolução Industrial, o sistema necessitou da mão-de-obra barata das mulheres, fazendo-as sair de casa, hoje o sistema e o consumismo tratou de as agrilhoar com o pretexto, mais uma vez da sua liberdade e emancipação. Talvez seja isto. Que acham?

Vem isto a propósito de um post colocado no blog do Jotabê "Desabafo de uma mulher moderna". Muito irónico e pertinente que faz meditar. Daí ter me lembrado fazer esta reflexão aqui.

Silly Season

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Agosto é por excelência o mês de todas as particularidades próprias de uma estação vivida em estado eufórico, descontraída q.b. Chamam-lhe a estação pateta. Parece que o mundo ocidental e cristão vai todo de férias. As viagens sucedem-se a um ritmo avassalador entupindo os aeroportos, repletos de gente agoniada em filas intermináveis à espera de um saltinho de 9 horas, até aos sítios mais paradisíacos do planeta. É quando nas estradas e auto-estradas aparecem os kamikazes de volante nas mãos em autênticas piruetas morrendo alegremente como tordos. É a estação de todos os sorrisos pepsodent, chinela nos pés e de inúmeros very well...Está tudo bem!?. Das festas e romarias de tudo quanto é sítio. Dos festivais de música, com aqueles cantores e cantoras de temas melodoces, uns, manhosos outros, fazendo a delícia de adolescentes, e das mulheres de meia idade mal-amadas. Das notícias dos famosos nas revistas do coração, passeando em Vilamoura com as suas caras metade, banhando-se em uisque à noite em festas cheias de glamour para afugentar o tédio dos outros dias. Da ausência de política e dos políticos nos noticiários televisivos. Esperando-se para breve, aquilo que se designou chamar a rentrée política. Festas-comício à beira-mar para apresentação das grandes linhas programáticas tendo em vista a felicidade de todos.
Para não tornar ainda mais fastidioso ou até ainda mais pateta este texto, termino aqui e volto para o país real, depois de umas "braçadas" na praia da Alfarroba com o Baleal à vista.

Óbidos

terça-feira, 7 de agosto de 2007

O casario encontra-se a 79 m de altitude, envolvido por uma muralha que abraça um cabeço dolomético coroado pelo altivo castelo medieval, das mais típicas fortalezas do país.
O mês de Julho e perto do castelo decorre o mercado medieval. Homens e mulheres com trajes da época representam figuras nas festas dos loucos e nos sabats das bruxas.
É tempo dos autos-de-fé, de penitências e indulgências em paralelo com heresias e idolatria. Demologia e necromância encontram a repressão que envolve os alquimistas, astrólogos e bruxas.
É uma visita a reter.











Impressões/Quase diário de Férias

terça-feira, 31 de julho de 2007

Céu azul celeste com núvens de um branco quase cinza. O sol timidamente lá aparecia num jogo desesperante quase infantil. (Não!!! Isto é muito poético!) Os abastecimentos comestíveis num centro comercial de manhã. De tarde uma sesta. À noite o mais do menos do tele-jornal.
Dia 3.7.07

Visita à Fortaleza (Peniche) e passeio pelo molho leste até ao farol. As gaivotas sempre presente. Brisa marítima refrescante. O mar. Início de leitura. De regresso a casa, através do rádio do carro tenho conhecimento de uma diatribe da Paula Bobone, na ante-estreia do último filme de Manuel de Oliveira. A rainha de etiqueta portou-se mal. À noite a jornalista Judite de Sousa entrevista Zita Seabra, a propósito do seu livro Foi Assim. Revelações importantes sobre a sua vida na clandestinidade e o mundo concentracionário dos comunistas.
Dia 5.07.07

Óbidos foi considerada muito justamente uma das 7 maravilhas de Portugal. É justo. Estou aqui perto. Este ano ainda não lá fui. Á praia da Alfarroba também não.
Dia 7.07.07

Sobre o amor, citação do livro A Prisão de Jesús Zárate que estou a ler. As mulheres só têm de bom aquilo que escondem e que quando deixam de o esconder deixa de ser bom. Também acho.
Dia 9.07.07

Quinta dos Loridos nos arredores do Bombarral. Uma vasta área de vegetação com muitas árvores de sobreiro e carvalhos. Um lago artificial rodeado de estátuas gigantes de Buda ede outras deusas orientais. Ideia de Joe Berardo. Hello Joe!
Dia 11.07.07

Almoço nas Caldas da Rainha com tempo fresco convidando a uma visita demorada. Á tarde passeio pelas ruelas de Óbidos. É o mês da feira medieval. Recordo Josefa de Óbidos e provo a ginginha que é uma delícia.
Dia 13.07.07

O sr. Costa ganhou as eleições para a CML. Como pode alguém salvar, quem não quer salvar-se? Par Laverkvist. Notável os votos da Helena Roseta.
Dia 14.07.07

Quem também não deseja salvar-se é o Saramago. Agora lança mais uma farpa no DN. Portugal deverá integrar-se na Espanha e que deverá formar-se um novo país, a Ibéria. Uma visão iluminada de um marxista frustado. Saramago jazz e arrefece.
Dia 18.07.07

De manhã e com sol radioso, banhos na praia de Alfarroba já repleta de pessoal. Continuação de leitura desta vez de jornais com a bica e uma água natural. Paisagem deslumbrante de umas jovens espanholas, muito eufóricas. Carlos, já não tens idade pra isso, ok?
Dia 21.07.07

Outra vez Óbidos com espectáculos de rua integrado na feira medieval. Tiro algumas fotos que colocarei em devido tempo aqui no Luz itania. Óbidos faz bem.
Dia 22.07.07

Comprei o DVD do filme do Mel Gibson Apocalypto a pedido. Boas passadas na bicicleta e reparo que junto aos prédios do aldeamento, continuam os portugueses a estacionar os carros nos passeios que dividem as duas vias. Uma anarquia desorganizada, simplesmente. Antes de esperar pelo dia seguinte, vejo o filme do Gibson e...gostei.
Sempre em forma é o Mirandum. Uma cervejaria com um bom marisco. A Mariscada é uma especialidade da casa. Termino aqui, porque não me pagaram para fazer publicidade. Mas, já sabem. É a melhor casa de Peniche.
A voltar em breve.
23.07.07