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Óbidos

terça-feira, 7 de agosto de 2007

O casario encontra-se a 79 m de altitude, envolvido por uma muralha que abraça um cabeço dolomético coroado pelo altivo castelo medieval, das mais típicas fortalezas do país.
O mês de Julho e perto do castelo decorre o mercado medieval. Homens e mulheres com trajes da época representam figuras nas festas dos loucos e nos sabats das bruxas.
É tempo dos autos-de-fé, de penitências e indulgências em paralelo com heresias e idolatria. Demologia e necromância encontram a repressão que envolve os alquimistas, astrólogos e bruxas.
É uma visita a reter.











Impressões/Quase diário de Férias

terça-feira, 31 de julho de 2007

Céu azul celeste com núvens de um branco quase cinza. O sol timidamente lá aparecia num jogo desesperante quase infantil. (Não!!! Isto é muito poético!) Os abastecimentos comestíveis num centro comercial de manhã. De tarde uma sesta. À noite o mais do menos do tele-jornal.
Dia 3.7.07

Visita à Fortaleza (Peniche) e passeio pelo molho leste até ao farol. As gaivotas sempre presente. Brisa marítima refrescante. O mar. Início de leitura. De regresso a casa, através do rádio do carro tenho conhecimento de uma diatribe da Paula Bobone, na ante-estreia do último filme de Manuel de Oliveira. A rainha de etiqueta portou-se mal. À noite a jornalista Judite de Sousa entrevista Zita Seabra, a propósito do seu livro Foi Assim. Revelações importantes sobre a sua vida na clandestinidade e o mundo concentracionário dos comunistas.
Dia 5.07.07

Óbidos foi considerada muito justamente uma das 7 maravilhas de Portugal. É justo. Estou aqui perto. Este ano ainda não lá fui. Á praia da Alfarroba também não.
Dia 7.07.07

Sobre o amor, citação do livro A Prisão de Jesús Zárate que estou a ler. As mulheres só têm de bom aquilo que escondem e que quando deixam de o esconder deixa de ser bom. Também acho.
Dia 9.07.07

Quinta dos Loridos nos arredores do Bombarral. Uma vasta área de vegetação com muitas árvores de sobreiro e carvalhos. Um lago artificial rodeado de estátuas gigantes de Buda ede outras deusas orientais. Ideia de Joe Berardo. Hello Joe!
Dia 11.07.07

Almoço nas Caldas da Rainha com tempo fresco convidando a uma visita demorada. Á tarde passeio pelas ruelas de Óbidos. É o mês da feira medieval. Recordo Josefa de Óbidos e provo a ginginha que é uma delícia.
Dia 13.07.07

O sr. Costa ganhou as eleições para a CML. Como pode alguém salvar, quem não quer salvar-se? Par Laverkvist. Notável os votos da Helena Roseta.
Dia 14.07.07

Quem também não deseja salvar-se é o Saramago. Agora lança mais uma farpa no DN. Portugal deverá integrar-se na Espanha e que deverá formar-se um novo país, a Ibéria. Uma visão iluminada de um marxista frustado. Saramago jazz e arrefece.
Dia 18.07.07

De manhã e com sol radioso, banhos na praia de Alfarroba já repleta de pessoal. Continuação de leitura desta vez de jornais com a bica e uma água natural. Paisagem deslumbrante de umas jovens espanholas, muito eufóricas. Carlos, já não tens idade pra isso, ok?
Dia 21.07.07

Outra vez Óbidos com espectáculos de rua integrado na feira medieval. Tiro algumas fotos que colocarei em devido tempo aqui no Luz itania. Óbidos faz bem.
Dia 22.07.07

Comprei o DVD do filme do Mel Gibson Apocalypto a pedido. Boas passadas na bicicleta e reparo que junto aos prédios do aldeamento, continuam os portugueses a estacionar os carros nos passeios que dividem as duas vias. Uma anarquia desorganizada, simplesmente. Antes de esperar pelo dia seguinte, vejo o filme do Gibson e...gostei.
Sempre em forma é o Mirandum. Uma cervejaria com um bom marisco. A Mariscada é uma especialidade da casa. Termino aqui, porque não me pagaram para fazer publicidade. Mas, já sabem. É a melhor casa de Peniche.
A voltar em breve.
23.07.07

Novos Tempos

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O relativismo com que se trata hoje todas as coisas causa-me apreensão. Existe um distanciamento para as questões da metafísica, porque o fundamental é mergulhar e confundir-se na vida agitada que conhecemos, absortos nas nossas conveniências particulares. São os tempos da soft-ideologia. É uma filosofia da força das coisas. Uma espécie de crença. Pensar é chato, daí o relativismo puro e duro. Um passo para o individualismo, conformismo e o efémero.
Siga-se a lógica. Chegou o verão, as férias e a evasão. Mas o regresso é inevitável. O regresso à resignação dos acontecimentos, ou melhor, dos não-acontecimentos.
Boas férias para todos e até ao fim do mês.

Associativismo

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Há dias numa conversa com um amigo que conheci numa colectividade que outrora já conheceu melhores dias, falava-se na dificuldade de se encontrar pessoas válidas - não só pessoas válidas -mas pessoas, para fazer parte de uma direcção de qualquer colectividade, mesmo num concelho como o de Almada, outrora um baluarte do associativismo. Sabes, disse-lhe eu, as pessoas fugiram todas para a política. E nessa fuga a par das pessoas válidas, foram muita gente, sem qualquer preparação uns, e por oportunismo e carreirismo outros, que aproveitando o comboio do poder local democrático, se instalaram a coberto dos partidos políticos. Não admira, por isso, as histórias das Fátimas Felgueiras, dos Valentins Loureiros, dos Avelinos Ferreiras Torres e de muitos outros desconhecidos que ocupam neste momento as cadeiras de certos pelouros das diversas autarquias. A minha argumentação parece que não surpreendeu o meu amigo e parece que não surpreende ninguém.

Lisboa

quinta-feira, 14 de junho de 2007


Esta é a minha cidade. A cidade da minha infância, sempre cheia de luz, dos pregões matinais, dos ardinas, das vendedeiras de frutas e legumes que percorriam a cidade, dos páteos e quintalinhos e das ruas estreitas.

Nasci em Alcântara, na rua Maria Pia, precisamente nesses pedaços quadrados onde habitavam várias famílias, que se conheciam e se ajudavam na labuta diária naqueles dias cinzentos. Por esta altura das festas dos santos populares, esquecia-se as tristezas e dificuldades da vida, e com o páteo colorido de bandeirinhas e balões, saltava-se à fogueira, enquanto a miudagem pedia um tostãozinho pró S. António.

No Largo Prior do Crato, meu avô tinha um quiosque onde vendia tabacos, jornais e revistas e onde eu passava grandes momentos de magia a observar os eléctricos antigos, abertos nas laterais e de bancos de madeira apinhados de gente e o comboio de mercadorias proveniente do cais de Alcântara. Íamos almoçar numa taberna que dava ligação à Garagem Modelo, que ainda hoje existe, mas sem a algazarra dos operários que vinham das fábricas e das docas ali tomar a sua refeição.

Em frente está o rio. O tal Tejo que falam os cronistas, onde chegam e partem navios de transporte de mercadorias e de passageiros. E onde deslizava nas suas águas fragatas de vela ao vento com as gaivotas cruzando o céu de Lisboa.

[...]Mas já não há céu, céu e rio desapareceram por trás duma cortina de asas em desordem. E num momento assim, ternamente, confiadamente, qualquer amante de Lisboa se sente ainda mais ancorado à cidade que o está a ver partir. José Cardoso Pires.

Já não é esta a minha cidade nos tempos que correm. Passaram alguns anos, a cidade estendeu-se, com a chegada de imigrantes, e do regresso dos portugueses de África, o tecido social e os costumes alteraram-se profundamente. Eu diria que dramáticamente.

Num filme que recentemente foi exibido na RTP, precisamente com o título "Lisboetas", na cena final deste documentário, algures numa clínica, um casal de imigrantes russos esperam o nascimento do primeiro filho. Após o nascimento por indicação dos pais, a menina vai chamar-se Alexandra. Que poderia chamar-se Luísa ou Fátima! Luísa ou Fátima Kopriskaya. A seguir, o filme-documentário terminava apenas com a palavra FIM. Significativo.

Mas eu continuo a amar Lisboa, as suas ruas com os seus típicos empedrados, e as suas calçadas, os monumentos, os jardins, mas principalmente a sua luz e ainda mais o Tejo.

Património

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Braga (Sé)


Santa Luzia


Tomar


Serralves

Sameiro

Melgaço

Visita aos Jerónimos

domingo, 20 de maio de 2007

É impressionante as visitas diárias ao Mosteiro dos Jerónimos, considerada a jóia por excelência da arte manuelina, gótico português que cristalizou a mística dos descobrimentos.
Foi no reinado de D. Manuel I, que antes era governador da Ordem de Cristo que foi incentivado as obras artísticas que pudessem expressar a realização do mito da pedra.
Promovida pela editora Zéfiro, esta peregrinação não se deve configurar exclusivamente como uma visita turística, como aliás, se diz no livro "Os Caminhos Esotéricos de Portugal" do historiador José Medeiros que dirigiu esta visita, mas sim captar, interpretar as vibrações de um local.


Mosteiro de Santa Maria de Belém doado aos monges Jerónimos, por vontade de D.Manuel I, cujo reinado, na primeira metade do século XVI, se atinge a India "por mares nunca dantes navegados" Os Lusíadas.

Túmulo de Luís de Camões

Diz-se que os Jerónimos são os Lusíadas em pedra dos descobrimentos ou que os "Lusíadas são os Jerónimos em verso.

Janela do Claustro (que tem o significado de o oculto, o fechado)

(...) Existe hoje uma grande conspiração internacional que não olha a meios para que os humanos deixem de procurar um sentido para a vida e o contacto com a realidade metafísica. (...) Desenraizar é a palavra de ordem. Um povo que perde a memória da sua história é manipulado com mais facilidade. Paulo Alexandre Loução "Dos Templários à Nova Demanda do Graal".